Presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza, Márcio Michelasi solta o verbo sobre o dia do Trabalhador

1° de maio? 24 de novembro? Todo dia? Qual dia do trabalhador?

Nunca foi tão atual uma matéria realizada pelo Foco Sindical escrita fazem 13 anos, a qual mostramos aqui a sua página impressa.

Certo é que o trabalhador, seja ele empreendedor, celetista, gestor, empresário, autônomo, eventual, diarista, freela e dezenas de invencionices de figuras criadas para sobreviver e sonhar é a persona que assumimos dia-a-dia para nos desenvolvermos, para construirmos o mundo, errando, acertando, mas, por fim, sendo humanos. Ninguém tem uma fórmula. Tampouco recebemos o chamado à sarça ardente.

Que o valor da sororidade, neste dia, não fique apenas com as mulheres, tampouco em prol das mulheres que morreram trancafiadas no passado. É muito pouco para elas.

Que hoje desenvolvamos uma “sororidade humana” e oremos e choremos juntos às mães e pais que precisam pôr comida nas suas mesas e alimentarem seus filhos sem lágrimas nos olhos. Que nosso pensamento hoje reverbere diariamente e se volte aos mais de 14 milhões de desempregados.

Que a gente possa ser “gente”… Que possa chorar e enxergar que a dor do outro é um grande caminho para a prática da empatia que resultará em muitos sorrisos no futuro.

*Parabéns a cada trabalhador deste grupo.*

Presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza, Márcio Michelasi solta o verbo sobre o dia do Trabalhador

1. Ao trabalhador-trabalhador, avulso, que o nome varia conforme o crachá, digamos, aquele que se vira nos 30 independentemente da formação adquirida.

2. Ao trabalhador celetista que resolve empreender neste país cedendo parte de sua *liberdade de ir e vir* em troca de um salário e carteira assinada, carteira de tão sonhada estabilidade, mas que infelizmente neste Brasil de desemprego já se tornou pesadelo do pagamento por fora e da chicana afirmativa generalista que a legislação é atrasada. Fale pra uma mãe que trabalhou 20 anos para adquirir a casa própria, como funcionária exemplar, que a empresa faliu e não tem haveres!!! Diga que ela vai ter de enfiar a viola no saco e que quem lhe prometeu pagar pela troca diária está arguindo falência e passeando em Dubai!

3. Ao “trabalhador empresário”, gestor, que resolve empreender, gastar suas heranças, economias e até o FGTS, acima citado, na criação de empreendimentos que hoje estão com a folha atrasada e na linha de ordens de despejos e ninguém lhes dará salários, tampouco terão seguros desempregos ou FGTS à sacar.

4. Aos trabalhadores liberais, consultores, gente corajosa (ou insana) que emprega seu intelecto para sobreviver de planos que levam tempo para acontecer e quando realizados, materializados, devem suprir o sustento de meses (ou anos), pois afinal não se saberá quando outro dim-dim virá.

5. Aos trabalhadores laboristas informais que quando nascem só lhe é dito: *trabalhe fio, não seja vagabundo!* E assim eles 1vão, desde crianças vender chicletes a realizar faxinas. Estudar pra quê? Tem engenheiro na mesma fila do R$ 1.99. Pensam eles: deixam eu curtir meu funk do bate na raba, porque eu posso morrer amanhã!

6. Aos trabalhadores mutantes que realizam desde o corte de cabelo às venda de porta-à-porta, aqueles que aprendem olhando porque não temos escolas acessíveis para suas artes (tampouco ensino médio)… ahhh, esses mutantes que quando são impedidos nas fases pandemicas transformam suas cozinhas até em venda da quentinhas, porque alguma coisa tem de ser feita. Aqueles que lhes dissemos que a formalização, o pagamento de impostos e RPS daria segurança jurídica!!! Sabe aqueles que não conseguiram auxílio emergencial ou pronampe pela inscrição no Cadin? Pois é, esses mesmo; desculpem-me companheiros por eu ajudar a vender essa idéia a vocês. Eu também acreditei… só preciso reunir mais forças para, em conjunto, exercer o direito prometido.

7. Ahhhh… Gratidão profunda aos rurais que põem estes produtos maravilhosos em nossas mesas todos os dias e eles próprios o fazem à troca da bóia ainda fria.

*OREMOS*

*Ohhh Pai*… abençoe os nossos corações humanos e clareie nossa mente para fazer desta terra um paraíso de inteligência, de amor, trabalho humano e tecnologia sustentável que alcance a todos os seres viventes… afinal, de fato, somos irmãos, inclusive suscetíveis as mesmas pragas sem importar o quanto temos em nossos cofres. Pai, só precisamos entender ainda se o valor do trabalho é pela meritocracia, igualdade ou luta de classe… afinal, a humanidade ainda não acertou no melhor modelo de negócio. Só olhar o mundo atual. Parece, Senhor, que ainda estamos no Egito, onde dezenas detinham o poder e fortuna e plebe rude jazia desértica.

Ensina-nos, ó Consciência Cósmica, o que é ter consciência.

Parabéns pelo 1° de maio? Não sei se é a palavra mais correta, mas sei que um abraço de carinho é o que eu quero desejar a todos.

*Márcio Michelasi*
*Trabalhador Pró-Beleza*

Saiba mais sobre Márcio Michelasi através do Instagram: Instagram.com/marciomichelasi